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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tons de terra



Este é um esboço é sobre o trabalho do artista Carybé, um painel de concreto aparente, gravados em baixo-relevo, com tamanho aproximado de 4x15metros, pertencente ao acervo do Memorial da América Latina e exposto no Salão de Atos, ao lado de uma imensa pintura de Cândido Portinari. 


Tons de terra foi a coloração que me pareceu mais apropriada para retratar estas cenas, indo do amarelo ocre ao marrom. Um monge implora a um bispo, alguns nativos trabalhando e uma índia padecendo. Tudo nestas figuras hoje remete o meu pensamento na população do nordeste do Brasil. É uma cultura cheia de detalhes deslumbrante e que muito aprecio. Sou atraído pela riqueza cultural, costumes, culinária e também pela vasta possibilidade de trabalhos artísticos. Como traçar uma ponte entre a colonização e o nordeste? Para mim é natural, sendo o ponto visual que melhor referência são estas cores terrosas.  Ao se falar do nordeste se fala da seca, do solo rachado, da pouca vegetação, da areia da praia,  e do tom quente da luz do sol dia-após-dia sobre as pequenas cidades.


As cenas que retratei são todas minusculas, frente a grandiosidade da obra original, retratando a chegada dos europeus em terras Latino Americanas. É uma peça barbara e recomendada ser vista no local. Creio voltar lá em breve para registrar um pouco mais.

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