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domingo, 28 de março de 2010

Estação da Luz - torre do relógio


A Estação da Luz é uma estação de trem inaugurada em 1901, construída com ferro importado da Inglaterra. Nos dias atuais, por lá passam inúmeras pessoas quando elas vão para seus trabalhos e retornam para casa. Da estação parte trens para várias cidades da grande São Paulo e arredores.
Por estes motivos, este é um dos pontos mais importantes da cidade, e tombada pelo patrimônio histórico.
Os trens em São Paulo são um meio de transporte popular, no entanto, mais usado pela população de baixa renda. As pessoas da classe média e alta preferem se locomover com os seus carros.



The Luz Station is one train station inaugurated in 1901 and was made with 
iron imported from the England. Nowadays, pass there a lot of people, when they are going to your jobs  and they return to home. There, arrives and depart trains to a couple of cities around the São Paulo city. 
Because that, it is important city place one, and belonging to historical heritage.

The train in Brazil is one popular transport, but more used for poor 
people. The rich ones prefer moving by cars.  

sábado, 5 de dezembro de 2009

Catador de Recicláveis

Uma cena triste, porém, para muitos é um trabalho digno.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quando o trabalhador está preparado, o serviço aparece




Subindo a Avenida Timóteo Penteado  existe esta gigante reservatório de água que é a famosa Caixa d água do Picanço. Esta avenida liga a Vila Galvão que faz limite com a cidade de São Paulo e o Centro de Guarulhos. Subindo esta avenida chegaremos a praça Getúlio Vargas.

A direita, no desenho descendo após a caixa d água começa a Rua Cachoeira que vai até o Jardim Moreira. Neste bairro funciona a unidade de longa permanência das Casas André Luiz, que é uma fundação beneficente e de orientação Espírita e tem um importante trabalho com crianças que possuem deficiência física e mental de todos os níveis e é mantida por doações e trabalhos voluntários. Sempre que posso, mas menos do que gostaria, vou até a André Luiz e procuro de alguma forma auxiliar este trabalho. Desde muito jovem estive ligado a esta fundação. Uma das poucas lembranças da minha primeira infância foi quando a minha mãe levou uma caixa de brinquedos para doação e em alguns anos pude lá trabalhar. A André Luiz apensar de ser mantida por trabalho voluntário possui um quadro de funcionários contratados.

Quem sabe em um futuro próximo eu possa colaborar mais ativamente como voluntário nesta bela instituição. Lembro de uma frase de Emmanuel que diz “quando o trabalhador está preparado, o serviço aparece”.

sábado, 28 de novembro de 2009

Um retrato por uma moeda


Igreja Matriz de Guarulhos- Catedral Nossa Senhora da Conceição, na Praça Teresa Cristina, Gurulhos. Ao lado direito, o etílico "calçadão" que é freqüentado pelos alunos que "cabulam aula na faculdade". (bons tempos)


Se o Sketchcrawl é a maratona do desenho, há dois finais de semana eu realizei sozinho uma meia maratona. O domingo amanheceu chovendo. Com os primeiros raios do dia houve também as primeiras trovoadas. Este clima preguiçoso permaneceu assim até por volta das dez horas da manhã quando o tempo mudou radicalmente. Acho que o deus da chuva saiu para passear com a sua família e me deu um pouco de luz.

Foi então quando estive a tarde na Praça Teresa Cristina para fazer alguns desenhos de observação. O centro de Guarulhos é basicamente a rua Dom Pedro que não é muito estensa terminando na porta de uma igreja, a chamada Igreja Matriz. Na outra extremidade é o término da avenida Monteiro Lobato, em um local conhecido como ponto do relógio. Alí existe um ponto de ônibus que é muito cheio durante a semana e bem no centro de uma bifurcação em "te" há uma ilhota com um relógio bem grande, porém muito feio. Hoja a rua Dom Pedro foi transformada em um grande calçadão e que no domigo atarde fica praticamente deserto.

Neste domingo haviam algumas pessoas de passagem, uma mulher mal vestida que se não fosse prostituita não sei o que alí fazia, dois senhores que para mim eram os empresários da garota e um morador de rua. Em certo momento vieram os empresários falar com a garota com um terceiro senhor, aparentemente falava em espanhol. Não sei o que conversaram e sairam de cena. Eu estava ali perto sentado, em frente a loja Riachuelo desenhando a Catedral Nossa senhora da Conceição, a dita Igreja Matriz.


É interessante ver a interação que pode haver com os moradores de rua. Estava sentado no calçadão da rua Dom Pedro desenhando, quando se aproximou um senhor que era morador de rua. Ele veio na minha direçao, passou perto e ficou observando o que eu estava ali fazendo com ar curioso. Quando olhei ele desviou a atenção fazendo parecer que estava alí ao acaso. Há vários minutos eu havia percebido o interesse dele e até separei uma moeda caso pedisse ajuda.

Planejei fazer diferente. Se ele me pedisse dinheiro eu diria que não, mas compraria uma pose para um retrato. Penso que arrumar um trabalho seja mais útil que dar esmola. Seria uma troca justa, eu teria um retrato e ele um dinheiro. Na empresa que trabalho eles fazem o mesmo, mas eu que saio com o dinheiro e eles com o fruto do meu trabalho. Infelizmente ele não pediu e quando terminei o desenho o senhor já estava indo ao longe no calçadão. Perdi um retrato mas não a boa intenção.

Depois ainda fui até o Pincanço desenhar a enorme e famosa caixa d'agua e na Timóteo Penteado parei em frente a melhor cantinas da cidade de Guarulhos a Giovanni.

O artista não deve ser egoista guardando riquesas, deve doar a sua maior riquesa. Não deve se fechar ao mundo, deve se expandir com o mundo. Há tantas pessoas simples morando nas ruas mas que podem ter conhecimento riquissimo para o nosso trabalho. A inspiração não tem data e nem marca local para vir. Mas quando vem descobrimos que os seus caminhos são os mais surpreendentes. A arte é um meio que impulsiona o artista a verdadeira igualdade, liberdade e fraternidade, ai me recordo de uma frase e faça então uma rogativa, "Senhor, não sou digno que entreis a minha morada, mais direi uma só palavra e serei salvo"...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Catador de Recicláveis

catador_reciclaveis

A cidade de São Paulo possui aspectos belos em suas linhas arquitetônicas, dos prédios do estilo do começo do século vinte e também dá harmonia das linhas retas e limpas do estilo moderno. Nos bairros de Moema e alguns outros bairros nobres da zona norte, a arquitetura é acompanhada por ruas arborizadas e perfeitamente limpas. Mas o belo é acompanhado por um lado triste, porem digno nesta grande cidade que é São Paulo.

Em certas ocasiões, andando pela cidade percebo trabalhadores puxando uma grande e pesada carroça com rodas de automóveis e feitas com ferros. São os catadores de recicláveis que outrora eram simplesmente chamados de "Catadores de Papelão". Eles percorrem as ruas e recolhem qualquer material jogado que possa ser reciclável. Depois levam este material a um depósito e recebem algum dinheiro.

O quilo de cada material tem um preço. O papelão é barato e para juntar um quilo é preciso muitas caixas. O alumínio é valioso e se conseguir vender muitas latinhas de refrigerante dá um bom dinheiro. Eles também recolhem plásticos, vidros e outras quinquilharias que para ninguém mais serve. Isso garante algum dinheiro. Alguns trabalham em ruas movimentadas, outros moram na periferia, como nos bairros parque dos Pinheiros, jardim Fontális e tantos outros.

O catador é geralmente uma pessoa solitária. Alguns não possuem um lar para se abrigar nas noites de chuva e de frio, e isso os obriga a procurar albergues para passar a noite, ainda assim, quando encontram vaga. Estão sempre em companhia de um cachorro vira-lata, que anda lado a lado com a carroça e somente pede um pouco de água e de comida. É o fiel companheiro do catador de recicláveis.

Qual é o futuro destes trabalhadores? Acredito que nem eles o sabem. Mas o trabalho do catador de recicláveis é digno, porém, pouco remunerado. Eles retiram das ruas o lixo que pode ser reciclados, garantem matéria prima barata para as indústrias e poupam os recursos naturais do planeta. Assim também, vão de papelão por papelão, ou de latinha por latinha garantindo o seu limitado sustento e também do seu cachorro.

sábado, 3 de outubro de 2009

O cachorro

Este estudo eu fiz para um projeto que pretendo desenvolver, trabalhando o tema "Catadores de Papel". Os catadores de recicláveis geralmente puxam um carrinho e tem a fiel companhia de um cachorro. Este é o cachorro de um deles.

the-dog

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O garoto - The Kid

Um trabalho que fiz em Jaraguá do Sul, quando visitava um primo. Anteriormente havia feito um estudo deste tema, crianças pobres, no meu Moleskine, incluindo um texto.
Aquarela em papel Canson A4.

The kid
This piece I make at Jaraguá do Sul, when I went to my cousin’s house. In another occasion, I got one study about this subject, poor children, at my Moleskine, including a text.
Watercolor on Canson paper A4

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Nu em azul e corpo de mulher

Um papel nem tanto adequado, algumas tintas não adequadas. Tenho algumas velhas aquarelas da Pentel, duras em seus tubos, que as guardo em uma caixa. Tentei criar este busto nu com efeitos azulados, com a técnica do papel seco. O resultado me agradou. Em outra folha umedecida, fiz um estudo da mesma figura, o resultado foi mais expansivo, nem tanto figurativo, mas beirando uma abstração.
Aqui um outro estudo de um retrato feminino. Acho que as pinceladas foram bem executadas, mas o resultado não muito bom, pois percebo que o retrato deveria ser um pouco mais feminino. Achei um pouco complicado conferir feminilidade a uma mulher de cabelo curto em um desenho, mas quando se consegue o resultado é ousado e fenomenal.
Body in blue
It’s a non appropriated paper and ink none appropriated too. I have some olds watercolor of Pentel brand, dried in their tubes and I keep them in a box. I tried to make this nude with blue effects, using the dry paper’s techniques. The result is amazing for me. In another wet paper, I make a study  of the same picture, the result was more soft, not so figurative, but almost an abstraction.
Here is another study of a female portrait. I think the strokes were well executed but the result is not so good. For me, the picture should be a bit more feminine. I think is so difficult to give a feminine for a woman portrait with short hair in one drawing, but when it gets the result is lovely!

domingo, 6 de setembro de 2009

Nu feminino com aquarela

Ontem já era bem tarde da noite e estava assistindo televisão quando bateu aquela vontade de produzir algo. Precisaria acordar cedo hoje, mas mesmo assim desci até o meu estúdio e preparei algum material. O plano foi simples, primeiro começaria com uma arte sacra, sem muito compromisso com alta qualidade, pinceladas soltas e traços não precisos, talvez me aproximando da arte contemporânea. Depois faria um nu feminino, talvez uma aquarela, explorando altas luzes, como um trabalho que havia visto pela manhã de um correspondente do UrbanSketchers.
A obra sacra foi um desastre, não consegui achar em poucos traços um equilíbrio, exagerei demasiadamente no esboço com lápis azul e quando tentei cobrir com nanquim o resultado foi um terror. O anjo decaído ficou pesado e com pouco contrate. Agora, já a aquarela que fiz quando desisti do anjo me motivou. Acho que enfim estou começando a fazer alguma coisa que poderia chamar de aquarela.
Usar tintas destinadas ao trabalho de aquarelas, não classifica uma obra como uma real aquarela. Pude ver diversos trabalhos com espessas camadas de tinta que seriam simplesmente denominadas pinturas. Elas poderiam ser feitas com qualquer outro material, como o guache ou o acrílico.  Uma aquarela precisa necessariamente utilizar o branco do papel para as altas luzes, ser fluida e com camadas sobrepostas. Banco é só o fundo do papel. Acho que enfim consegui produzir a minha primeira aquarela. Achei graciosa a figura desta menina com o busto nu, tentei dar um olhar misterioso, nem tão triste, nem tão alegre e meio tímido.
Algo que também aprendi observando outras aquarelas, se for criado um fundo neutro escuro do lado dos brilhos, destacará ainda mais as luzes e tons. Foi o que busquei neste trabalho.
A aquarela é uma técnica que há algum tempo estudo, percebo que cada dia me aproximo um pouco mais do resultado pretendido, mesmo assim, ainda muito o que  aprender. Com o progresso, vou tentar outros papéis e pigmentos. Talvez ainda hoje eu faça alguma outra, e reconheço que é sempre tarde da noite que o artista se motiva a produzir.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Inspiração e sensibilidade na arte abstrata

No ultimo sábado, dia 22/08 tive o imenso prazer de almoçar com o Alexandre Villas Boas, que é um amigo de longa data, blogueiro e artista plástico ativo no cenário de Guarulhos e São Paulo. O encontro aconteceu por acaso na fila de um Self-Service que eu e a minha esposa costumamos comer, onde a comida é saborosíssima. Além do tradicional assunto educação, pois o Alê, a Carla e a minha esposa são educadores, todos presentes, discutimos algumas questões da arte contemporânea.

Há mais ou menos cinco anos o Alexandre me presenteou com este trabalho, chamado Entorno (2002), que gosto muito e que para ele possui um significado muito grande, sempre comenta. Por linhas gerais é um abstrato mas com pontos de significação intrínsecos em formas fortes e curiosas em primeiro plano, não toleráveis ao pensamento tradicional cartesiano, mas abertos por outros paradigmas. Hoje parei para refletir sobre abstrações e alguns sentidos.
Talvez a abstração possa ser uma abertura para idéias não tangíveis, ou pontos compreendíveis por linhas de sensibilidade. Alguns psicólogos talvez apelariam à subconsciência, mas particularmente acredito que esta resposta é demasiadamente simplista para esta discussão tão ampla. Fato seria que abstrações não deveriam possuir significações, mas como tornar isso verdade quando o artista se encontra em dado momento de sua vida e circunstância o impulsionam à criação? A sensibilidade aguaçada do artista torna-o capaz de captar outras fontes inspiratórias, que ele traduz em curvas e tons.
Ainda recordo o comentário da minha mãe sobre esta pintura sobre madeira. Ela é partidária da arte decorativa e muito relutante às abstrações como artefatos de arte. Ela não gosta nada do trabalho e o preferiria com pouco destaque. Ele ficou muito tempo exposto em destaque na minha sala e nesta ocasião onde foi mencionado o comentário, o Alexandre comentou que o coração da minha mãe é sincero.

Ainda fico e defendo a sensibilidade, que é a parte primeira e essencial à inspiração. A sensibilidade é a capacidade de sentir, como um sensor, que quando ligado fica receptivo a determinado estímulo. Seria mesmo assim, então, a arte realmente percebida somente pelos iniciados? Acredito que não exclusivamente, mas algumas são mais fáceis que outras.

Detalhe do trabalho