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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tons de terra



Este é um esboço é sobre o trabalho do artista Carybé, um painel de concreto aparente, gravados em baixo-relevo, com tamanho aproximado de 4x15metros, pertencente ao acervo do Memorial da América Latina e exposto no Salão de Atos, ao lado de uma imensa pintura de Cândido Portinari. 


Tons de terra foi a coloração que me pareceu mais apropriada para retratar estas cenas, indo do amarelo ocre ao marrom. Um monge implora a um bispo, alguns nativos trabalhando e uma índia padecendo. Tudo nestas figuras hoje remete o meu pensamento na população do nordeste do Brasil. É uma cultura cheia de detalhes deslumbrante e que muito aprecio. Sou atraído pela riqueza cultural, costumes, culinária e também pela vasta possibilidade de trabalhos artísticos. Como traçar uma ponte entre a colonização e o nordeste? Para mim é natural, sendo o ponto visual que melhor referência são estas cores terrosas.  Ao se falar do nordeste se fala da seca, do solo rachado, da pouca vegetação, da areia da praia,  e do tom quente da luz do sol dia-após-dia sobre as pequenas cidades.


As cenas que retratei são todas minusculas, frente a grandiosidade da obra original, retratando a chegada dos europeus em terras Latino Americanas. É uma peça barbara e recomendada ser vista no local. Creio voltar lá em breve para registrar um pouco mais.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Monotipia

A monotipia é um interessante processo de impressão de gravuras, que tomei contato por alguns amigos. É de produção simples, e a impressão ao contrario de qualquer de qualquer outra técnica de gravura, será única. Pode ser feito por vários suportes como suporte madeira, linóleo, placas de vidro ou de cobre.


Para uma convocatória em arte postal, na qual será produzido um livro coletivo e cada participante contribuindo com dezoito trabalhos, buscando uma solução gráfica e funcional decidi utilizar esta técnica pela quantidade de trabalhos que deverão ser executados. Individualizar cada trabalho tomaria um tempo imenso, visto da minha preocupação estética, assim sendo a melhor opção é por a produção em série, ainda incentivado pelas características do trabalhos que é em formato de livro.  Cada um dos dezoito será um exemplar distinto e único, como livros de uma única cópia. Nada mais indicado que produzir trabalhos semelhantes. A monotipia vai me garantir velocidade neste produção, mas ainda mantendo a identidade de cada um dos trabalhos.


É estranho falar em obras semelhantes e idênticas. Com a monotipia é possível fazer  trabalhos semelhantes, mas nunca idênticos como nos outros processos de impressão. Contudo, o muito próximo da semelhança é o resultado que pretendo. 


Abaixo trago dois estudos impressos com uma placa de vidro. O primeiro com tinta acrílica e o segundo tinta para caligrafia. Em ambos busquei a figura de uma bailarina. Cada resultado foi diferente e nada parecido com a minha intenção.







Como fazer uma monotipia
Tenha uma placa de vidro no tamanho aproximado de uma folha A5 (meia folha A4). Com tinta acrílica ou caligráfica faça o desenho sobre esta placa placa, acrescentando tinta, ou removendo. 
A tinta seca rápido então trabalhe rápido. 
Após, cuidadosamente coloque a folha de papel sobre o desenho, mantendo as margens. Passe levemente os dedos no verso da folha para transferir a impressão ou utilize as costas de uma colher, fazendo movimentos circulares. Com a tinta acrílica a placa pode ser umedecida, com em um destes trabalhos, causando um efeito interessante. O resultado poderá ser uma surpresa.

domingo, 28 de março de 2010

Estação da Luz - torre do relógio


A Estação da Luz é uma estação de trem inaugurada em 1901, construída com ferro importado da Inglaterra. Nos dias atuais, por lá passam inúmeras pessoas quando elas vão para seus trabalhos e retornam para casa. Da estação parte trens para várias cidades da grande São Paulo e arredores.
Por estes motivos, este é um dos pontos mais importantes da cidade, e tombada pelo patrimônio histórico.
Os trens em São Paulo são um meio de transporte popular, no entanto, mais usado pela população de baixa renda. As pessoas da classe média e alta preferem se locomover com os seus carros.



The Luz Station is one train station inaugurated in 1901 and was made with 
iron imported from the England. Nowadays, pass there a lot of people, when they are going to your jobs  and they return to home. There, arrives and depart trains to a couple of cities around the São Paulo city. 
Because that, it is important city place one, and belonging to historical heritage.

The train in Brazil is one popular transport, but more used for poor 
people. The rich ones prefer moving by cars.  

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tempestade Verde


Peça, acrílico sobre papel, enviada para a Itália,
para a amiga Maura Di Giulio


O azeite de oliva é um ingrediente da culinária de várias culturas. O Azeite extra virgem já foi considerado aqui no Brasil da alta gastronomia, mas agora pode ser encontrado em qualquer mercado com um preço bem acessível. O azeite é considerado um ingrediente saudável, ou então, menos nocivo que os óleos comuns, e está na mesa de quase todo Brasileiro. 
Já o petróleo é um combustível fóssil altamente poluente e de aparência negra. Na cidade italiana de Abruzzo há uma discussão entorno da extração de petróleo. Os habitantes desta cidade não desejam que esta atividade seja parte da economia local. Discussões completamente a parte, encaminhei este trabalho para uma exposição que irá ocorrer no dia 18 de Abril, naquela cidade Italiana e que irá corroborar com o tema, “Não há petróleo em Abruzzo”.  Mais detalhes - Convocatória





Detalhes da peça ilustrativa “Meu Brasil Brasileiro”, colado no envelope remetido, e o selo “Lumière Art”.

sábado, 13 de março de 2010

Aquarela enviada para a França

Arte postal é uma interação entre artistas que conheci há pouco tempo. Basicamente consiste na troca de trabalhos artísticos em papel por meio de correspondências, aqui no Brasil utilizando o Correios e  pelo mundo empresas semelhantes. A arte postal aqui no Brasil não é muito expressiva, daí um ponto que me interessou é o contato com artistas em outros países. Aprende-se muito com outras culturas.


Esta semana encaminhei este trabalho para uma convocatória do grupo  “Les Timbrés de L'Art Postal”  chamada "Les machines volantes", para Pézenas na França.

A aquarela enviada é uma vista do Aeroporto de Congonhas em uma tarde tempestuosa. Acho fascinante a linha do horizonte marcada por um amarelo ocre meio rosa, que é parte do céu vista ao fundo, tendo a frente nuvens de trovoadas escuras, os cumulus nimbus. Esta solução plastica vai de encontro ao assunto que tenho trabalhado, o "Chuva e o Tempo", e que deverá fazer parte virtualmente desta galeria.

Aproveitando a oportunidade também criei o selo selo da minha galeria, a “LumièreArt”, que será utilizado em todas as  convocatórias e demais trabalhos que pretendo participar.

Pelo texto da convocatória este trabalho será exposto na 12a exposição do grupo, a qual infelizmente não poderei participar, por questões geográficas. Mas a idéia de visitar a França sempre me fascinou.






sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pinacoteca o Estado de São Paulo


Não faz muito tempo que a arte deixou de ser exclusividade dos museus, das igrejas e também das ricas galerias de arte. A arte sempre foi cara e poucos tinham o privilégio de pagar por ela. Eram geralmente instituições e pouquíssimos colecionadores particulares que despendiam fortunas para ter em suas coleções algumas poucas peças. O mais comum era investir em artistas iniciantes que talvez pudessem se tornar artistas de renome.
Hoje em dia muitos artistas contemporâneos se empolgam em dizer que a arte está nas ruas, não mais nos grandes centros, ela também está nos bairros afastados, com o movimento dos grafiteiros, das intervenções urbanas, da música hip-hop, do teatro de rua e de tantas outras formas. Existe arte para qualquer bolso e com freqüência vemos nos calçadões dos centros de comércio pessoas tocando instrumentos como sanfona, gaitas e flautas, muitos nordestinos com suas canções e repentismos e outros bolivianos com as suas tradicionais flautas de madeira. Alguns outros se pintam de branco ou prateado, emplumam asas também pintadas e ficam por horas imóveis, e todos com a intenção de algumas moedas. O que é arte pode perfeitamente não ser,  não existe uma regra simples e prática para dizer que aquela intervenção o é ou que ela não é.


Contudo, o que hoje se esquece é que a arte ainda continua nos museus e nas igrejas. Nunca estiveram foram delas, mas existe a pouca valorização destas instituições e do clássico. Os museus estão abertos e poucos os freqüentam, as igrejas possuem acervos riquíssimos, tanto em valor como em conteúdo e poucos sabem que para isso elas também existem. Sempre se acreditou que através da arte seja uma maneira de se aproximar do Criador.

No ultimo feriado, aniversário da cidade de São Paulo, fui com um colega fotografar a estação e o parque da Luz e também aproveitamos para visitar a Pinacoteca do Estado de São Paulo. O acervo da Pinacoteca é riquíssimo e freqüentemente conta com exposições das mais variadas, já tendo passado impressionistas, modernistas, contemporâneos e tantos outros. Geralmente não se podem fotografar os trabalhos, pois possuem direito de imagem e tantas outras futilidades legais. Mas entrando com um sketchbook você pode fazer anotações e esboço de tudo que encontrar. Para desenhar não existem restrições, pois não se considera que o desenho seja uma reprodução da obra sim um segundo trabalho baseado no primeiro, uma releitura. Assim eu também acredito.

Nos museus da Europa muitos artistas vão para estudas as obras, de caderno e lápis na mão, capturando o essencial do que pode ser proveitoso para o seu aprimoramento. 

Para aqueles que querem aprender a desenhar e todos os artistas que gostariam de incrementar a sua base artística é recomendado freqüentar estas casas que promovem as obras clássicas como a pinacoteca e outras tantas galerias, mesmo que o seu estilo não seja este, que seja completamente contemporâneo.
Na arte dos museus encontramos material riquíssimo tanto em estilo, técnicas e soluções artísticas. Basta ir treinando e perder o medo do sketchbook que é um livro de rascunhos, não de peças acabadas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tempestade em alto mar



Este eu não considero uma obra acabada, pois ela não é um original. É na verdade a releitura que fiz como exercício de um trabalho que há muitos anos eu admiro. Este trabalho está em uma folha de revista que deve ter sido impressa há uns vinte anos.

Mas fiz outra aquarela com referencia ao mesmo trabalho e então a considero um trabalho finalizado, e recebeu o título Boat with Seastorm, pertencente a série. A chuva e o Tempo.

sábado, 12 de dezembro de 2009

India Brasileira


India Brasileira - 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Catador de Recicláveis

Uma cena triste, porém, para muitos é um trabalho digno.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quando o trabalhador está preparado, o serviço aparece




Subindo a Avenida Timóteo Penteado  existe esta gigante reservatório de água que é a famosa Caixa d água do Picanço. Esta avenida liga a Vila Galvão que faz limite com a cidade de São Paulo e o Centro de Guarulhos. Subindo esta avenida chegaremos a praça Getúlio Vargas.

A direita, no desenho descendo após a caixa d água começa a Rua Cachoeira que vai até o Jardim Moreira. Neste bairro funciona a unidade de longa permanência das Casas André Luiz, que é uma fundação beneficente e de orientação Espírita e tem um importante trabalho com crianças que possuem deficiência física e mental de todos os níveis e é mantida por doações e trabalhos voluntários. Sempre que posso, mas menos do que gostaria, vou até a André Luiz e procuro de alguma forma auxiliar este trabalho. Desde muito jovem estive ligado a esta fundação. Uma das poucas lembranças da minha primeira infância foi quando a minha mãe levou uma caixa de brinquedos para doação e em alguns anos pude lá trabalhar. A André Luiz apensar de ser mantida por trabalho voluntário possui um quadro de funcionários contratados.

Quem sabe em um futuro próximo eu possa colaborar mais ativamente como voluntário nesta bela instituição. Lembro de uma frase de Emmanuel que diz “quando o trabalhador está preparado, o serviço aparece”.

sábado, 28 de novembro de 2009

Um retrato por uma moeda


Igreja Matriz de Guarulhos- Catedral Nossa Senhora da Conceição, na Praça Teresa Cristina, Gurulhos. Ao lado direito, o etílico "calçadão" que é freqüentado pelos alunos que "cabulam aula na faculdade". (bons tempos)


Se o Sketchcrawl é a maratona do desenho, há dois finais de semana eu realizei sozinho uma meia maratona. O domingo amanheceu chovendo. Com os primeiros raios do dia houve também as primeiras trovoadas. Este clima preguiçoso permaneceu assim até por volta das dez horas da manhã quando o tempo mudou radicalmente. Acho que o deus da chuva saiu para passear com a sua família e me deu um pouco de luz.

Foi então quando estive a tarde na Praça Teresa Cristina para fazer alguns desenhos de observação. O centro de Guarulhos é basicamente a rua Dom Pedro que não é muito estensa terminando na porta de uma igreja, a chamada Igreja Matriz. Na outra extremidade é o término da avenida Monteiro Lobato, em um local conhecido como ponto do relógio. Alí existe um ponto de ônibus que é muito cheio durante a semana e bem no centro de uma bifurcação em "te" há uma ilhota com um relógio bem grande, porém muito feio. Hoja a rua Dom Pedro foi transformada em um grande calçadão e que no domigo atarde fica praticamente deserto.

Neste domingo haviam algumas pessoas de passagem, uma mulher mal vestida que se não fosse prostituita não sei o que alí fazia, dois senhores que para mim eram os empresários da garota e um morador de rua. Em certo momento vieram os empresários falar com a garota com um terceiro senhor, aparentemente falava em espanhol. Não sei o que conversaram e sairam de cena. Eu estava ali perto sentado, em frente a loja Riachuelo desenhando a Catedral Nossa senhora da Conceição, a dita Igreja Matriz.


É interessante ver a interação que pode haver com os moradores de rua. Estava sentado no calçadão da rua Dom Pedro desenhando, quando se aproximou um senhor que era morador de rua. Ele veio na minha direçao, passou perto e ficou observando o que eu estava ali fazendo com ar curioso. Quando olhei ele desviou a atenção fazendo parecer que estava alí ao acaso. Há vários minutos eu havia percebido o interesse dele e até separei uma moeda caso pedisse ajuda.

Planejei fazer diferente. Se ele me pedisse dinheiro eu diria que não, mas compraria uma pose para um retrato. Penso que arrumar um trabalho seja mais útil que dar esmola. Seria uma troca justa, eu teria um retrato e ele um dinheiro. Na empresa que trabalho eles fazem o mesmo, mas eu que saio com o dinheiro e eles com o fruto do meu trabalho. Infelizmente ele não pediu e quando terminei o desenho o senhor já estava indo ao longe no calçadão. Perdi um retrato mas não a boa intenção.

Depois ainda fui até o Pincanço desenhar a enorme e famosa caixa d'agua e na Timóteo Penteado parei em frente a melhor cantinas da cidade de Guarulhos a Giovanni.

O artista não deve ser egoista guardando riquesas, deve doar a sua maior riquesa. Não deve se fechar ao mundo, deve se expandir com o mundo. Há tantas pessoas simples morando nas ruas mas que podem ter conhecimento riquissimo para o nosso trabalho. A inspiração não tem data e nem marca local para vir. Mas quando vem descobrimos que os seus caminhos são os mais surpreendentes. A arte é um meio que impulsiona o artista a verdadeira igualdade, liberdade e fraternidade, ai me recordo de uma frase e faça então uma rogativa, "Senhor, não sou digno que entreis a minha morada, mais direi uma só palavra e serei salvo"...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sketchcrawl em Guarulhos


No sábado passado, dia 21 de Novembro, rolou o SketchCrawl reunindo desenhistas urbanos em mais de 90 cidades ao redor do mundo. Alguns grandes grupos se reuniram nas cidades de São Francisco (EUA), Londes , Paris (França), Seattle (USA), São Paulo dentre tantas outras. Aqui em Guarulhos participamos eu e a minha filha e escolhemos para o evento o Bosque Maia , que é na minha opinião é o mais bonito e arborizado parque da cidade.  A minha filha tem somente seis anos e já conto com ela nestes eventos.


Igualmente verde,  existem nas imediações do parque algumas ruas arborizadas, como as avenidas Paulo Faccini, Salgado Filho, algumas travessas entre estas duas avenidas e até a Praça do Ipê. A Paulo Faccini é um bom lugar em Guarulhos para se comer, com alguns restaurantes e a noite bares.

Este é um cenário bem cuidado pela municipalidade e ótimo para a produção artística. Após o encontro, digitalizei os trabalhos e os organizei em uma galeria na Web . Esta se tornou parte integrante de uma galeria maior que estou montando chamada de A chuva e o tempo .

Mais eventos como este virão e serão anunciados aqui no meu Blog. Quem tiver interesse de participar é só me mandar um e-mail ou uma mensagem pelo Twitter ou Facebook .


Veja a galeria A chuva e o tempo


Obrigado a todos os amigos que apoiaram, a comunidade Internacional, ao Gabriel Campanário do Urban Sketchers ao Saulo Dias do 2veis1 e a Aline Fonseca do blog Cultura Guarulhos

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aquarela de um Dálmata

dalmata-4 

Quando eu era pequeno o meu pai trouxe para casa uma cachorra Dálmata. Ela se chamava Laica e quando veio não era mais filhote, devia ter aproximadamente um ano de idade. Ela era muito tranqüila e dócil. Não teve filhotes, apesar de termos tentado cruza-la com outro cachorro da mesma raça. Gostava muito daquela cachorra.  Acho interessante quando algumas lembranças do passado retornam em fatos completamente novos. Hoje tenho outro cachorro Dálmata chamado Tom, mas este é bem diferente da Laica. O Tom é um espoleta!

No sábado passado procurei executar um trabalho que há algumas semanas planejava, era uma pintura em aquarela do Tom. O resultado é este que aqui apresento. Também aproveitei a ocasião para documentar os principais passos para auxiliar aqueles que gostariam de aprender a pintar em aquarelas.

Passo-a-passo

Como o meu cachorro é muito agitado não consegui fazer um trabalho de observação, pois ele gosta de correr, pular e brincar.  Então a minha melhor alternativa foi apelar para uma fotografia de referência. Pintar por uma imagem é algo que sempre evito, pois perde-se o contato com a realidade. A fotografia sempre será uma reprodução, não a realidade. Ao menos o cachorro estava na porta do estúdio, para eu observar.

Abri a fotografia no computador - vamos preservar a natureza evitando impressões desnecessárias –, comecei a delinear a lápis o espaço no papel que seria utilizado, também acertando a composição, as formas, as sombras e as luzes.  Sempre devemos fazer um estudo prévio, mesmo que um simples esboço a lápis. Isso ajuda no enquadramento e geralmente utilizo um grafite HB.

Depois deste planejamento, marquei onde estariam as luzes que eram as partes do papel que não deveria pintar.  Estas áreas são as mais importantes pois o aquarelista não utiliza tinta branca, simplesmente deixa parte do papel sem pintar. Esta é uma das principais características da aquarela.

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Primeiro pintei uma camada de sombra bem transparente e gradativamente apliquei outras mais intensas. Para a primeira cor de sombra do pelo utilizei uma mistura de preto com azul cobalto e um pouco de amarelo ocre para esquentar a sombra. Cuidado ao utilizar a mistura de azul com amarelo ocre pois o resultado é verde!

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Nas sombras mais escuras eu acrescentei um pouco mais de preto e azulcom pouca água. Para as pintas utilizei o preto, azul cobalto e carmim. O resultado é um tom escuro e bem quente. Aproveitei o mesmo e fiz outros detalhes, como os olhos e o nariz do cachorro.

No fundo utilizei uma cor mais escura, para ressaltar a luz. O alto contraste é um artifício interessante, deixando as luzes muito intensas.

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Pintar este trabalho foi bem rápido, não gastei mais que trinta minutos, contudo a preparação para ele ocorreu em um pouco mais de três semanas. Após a fotografia fiquei pensando como iria resolver e então quando parei para pintar tudo foi muito rápido, só precisando fazer um esboço de referência.
A aquarela é uma técnica que há muito aprecio e já há alguns anos venho treinando. Este foi o meu estudo de número #360, ainda restam mais quarenta até eu chegar na meta das quatrocentas aquarelas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma manhã cinza e tranquila no Bosque Maia

Placa de sinalização no Bosque maia

Trabalhos com tintas e linhas soltas é algo que tenho feito com certa intensidade. Não que seja o meu estilo preferido, ou a estética que busco. Mas é algo que me deixa solto, libera a minha mente e o meu traço. Gosto de trabalhar a céu aberto. Neste trabalho estava sentado em uma praça em frente ao Bosque Maia, em Guarulhos.

 

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Algumas fotos do Local - Bosque Maia - Guarulhos

sábado, 3 de outubro de 2009

O cachorro

Este estudo eu fiz para um projeto que pretendo desenvolver, trabalhando o tema "Catadores de Papel". Os catadores de recicláveis geralmente puxam um carrinho e tem a fiel companhia de um cachorro. Este é o cachorro de um deles.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Saímos na edição do domingo passado do Diário de Guarulhos

Na edição deste domingo do Diário de Guarulhos foi publicada uma matéria de uma página sobre a nossa participação no Sketchcrawl e também de alguns desenhos que tenho feito desta cidade que nasci e resido. Embora Guarulhos não tenha sido por anos o meu foco de trabalho, esta oportunidade me fez lembrar da cidade e o quão importante poderia ser a minha participação no cenário artístico dela.

Fiquei muito contente pela valorização da impressa local, o que também é muito bom para a cidade. Mas me preocupo em saber que a atual administração pública tem se mostrado apática no trato com as produções artística pela e para a cidade.

Conversando com alguns artistas amigos e atuantes na cidade, eles têm me contato que após o crescimento por volta do ano 2000/2002 com a inauguração do centro de exposições do Lago dos Patos, do Teatro Nelson Rodrigues e também do Adamastor, o atual secretariado de cultura vem esquecendo a atual produção dos artistas. O Centro de exposições do Lago dos Patos na Vila Galvão mostra marcas do tempo, por falta de manutenção. Também achei cômico uma repartição pública, a defesa civil, funcionar no mesmo espaço de uma galeria de arte. É muito triste ver a cidade que é um dos principais pólos industriais da grande São Paulo não investir em cultura e ainda consumir os poucos recursos restantes.

Creio que a arte em Guarulhos deva ser incentivada e também melhor praticada. Os artistas devem ser responsáveis por trabalhos de qualidade, e que sejam importantes para a população da cidade. O caminho não é somente cobrar a municipalidade, o artista deve ser ativo e se preciso buscar o apóio da iniciativa privada, realizando projetos, mostras e até mesmo workshops para o amadurecimento de jovens talentos.

Mas, uma boa notícia, o pessoal do Sketchcrawl marcou a data da próxima maratona de desenho, a edição de número 25 e a segunda em que a cidade deve participar. Será realizado no dia 21 de novembro e o ponto de encontro para o pessoal de Guarulhos ainda será definido. Vou divulga-lo em alguns dias aqui neste blog.

Daily of Guarulhos published our sketchs
The Daily of Guarulhos published in the past Sunday a page about Sketchcrawl, my participation and one of mines sketches. They also said about the participation of my daughter in that event and we representing our city. I made a electronic version and I published that in the Google Images.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Inspiração e sensibilidade na arte abstrata

No ultimo sábado, dia 22/08 tive o imenso prazer de almoçar com o Alexandre Villas Boas, que é um amigo de longa data, blogueiro e artista plástico ativo no cenário de Guarulhos e São Paulo. O encontro aconteceu por acaso na fila de um Self-Service que eu e a minha esposa costumamos comer, onde a comida é saborosíssima. Além do tradicional assunto educação, pois o Alê, a Carla e a minha esposa são educadores, todos presentes, discutimos algumas questões da arte contemporânea.

Há mais ou menos cinco anos o Alexandre me presenteou com este trabalho, chamado Entorno (2002), que gosto muito e que para ele possui um significado muito grande, sempre comenta. Por linhas gerais é um abstrato mas com pontos de significação intrínsecos em formas fortes e curiosas em primeiro plano, não toleráveis ao pensamento tradicional cartesiano, mas abertos por outros paradigmas. Hoje parei para refletir sobre abstrações e alguns sentidos.
Talvez a abstração possa ser uma abertura para idéias não tangíveis, ou pontos compreendíveis por linhas de sensibilidade. Alguns psicólogos talvez apelariam à subconsciência, mas particularmente acredito que esta resposta é demasiadamente simplista para esta discussão tão ampla. Fato seria que abstrações não deveriam possuir significações, mas como tornar isso verdade quando o artista se encontra em dado momento de sua vida e circunstância o impulsionam à criação? A sensibilidade aguaçada do artista torna-o capaz de captar outras fontes inspiratórias, que ele traduz em curvas e tons.
Ainda recordo o comentário da minha mãe sobre esta pintura sobre madeira. Ela é partidária da arte decorativa e muito relutante às abstrações como artefatos de arte. Ela não gosta nada do trabalho e o preferiria com pouco destaque. Ele ficou muito tempo exposto em destaque na minha sala e nesta ocasião onde foi mencionado o comentário, o Alexandre comentou que o coração da minha mãe é sincero.

Ainda fico e defendo a sensibilidade, que é a parte primeira e essencial à inspiração. A sensibilidade é a capacidade de sentir, como um sensor, que quando ligado fica receptivo a determinado estímulo. Seria mesmo assim, então, a arte realmente percebida somente pelos iniciados? Acredito que não exclusivamente, mas algumas são mais fáceis que outras.

Detalhe do trabalho