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quarta-feira, 24 de março de 2010

Tempestade Verde


Peça, acrílico sobre papel, enviada para a Itália,
para a amiga Maura Di Giulio


O azeite de oliva é um ingrediente da culinária de várias culturas. O Azeite extra virgem já foi considerado aqui no Brasil da alta gastronomia, mas agora pode ser encontrado em qualquer mercado com um preço bem acessível. O azeite é considerado um ingrediente saudável, ou então, menos nocivo que os óleos comuns, e está na mesa de quase todo Brasileiro. 
Já o petróleo é um combustível fóssil altamente poluente e de aparência negra. Na cidade italiana de Abruzzo há uma discussão entorno da extração de petróleo. Os habitantes desta cidade não desejam que esta atividade seja parte da economia local. Discussões completamente a parte, encaminhei este trabalho para uma exposição que irá ocorrer no dia 18 de Abril, naquela cidade Italiana e que irá corroborar com o tema, “Não há petróleo em Abruzzo”.  Mais detalhes - Convocatória





Detalhes da peça ilustrativa “Meu Brasil Brasileiro”, colado no envelope remetido, e o selo “Lumière Art”.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Inspiração e sensibilidade na arte abstrata

No ultimo sábado, dia 22/08 tive o imenso prazer de almoçar com o Alexandre Villas Boas, que é um amigo de longa data, blogueiro e artista plástico ativo no cenário de Guarulhos e São Paulo. O encontro aconteceu por acaso na fila de um Self-Service que eu e a minha esposa costumamos comer, onde a comida é saborosíssima. Além do tradicional assunto educação, pois o Alê, a Carla e a minha esposa são educadores, todos presentes, discutimos algumas questões da arte contemporânea.

Há mais ou menos cinco anos o Alexandre me presenteou com este trabalho, chamado Entorno (2002), que gosto muito e que para ele possui um significado muito grande, sempre comenta. Por linhas gerais é um abstrato mas com pontos de significação intrínsecos em formas fortes e curiosas em primeiro plano, não toleráveis ao pensamento tradicional cartesiano, mas abertos por outros paradigmas. Hoje parei para refletir sobre abstrações e alguns sentidos.
Talvez a abstração possa ser uma abertura para idéias não tangíveis, ou pontos compreendíveis por linhas de sensibilidade. Alguns psicólogos talvez apelariam à subconsciência, mas particularmente acredito que esta resposta é demasiadamente simplista para esta discussão tão ampla. Fato seria que abstrações não deveriam possuir significações, mas como tornar isso verdade quando o artista se encontra em dado momento de sua vida e circunstância o impulsionam à criação? A sensibilidade aguaçada do artista torna-o capaz de captar outras fontes inspiratórias, que ele traduz em curvas e tons.
Ainda recordo o comentário da minha mãe sobre esta pintura sobre madeira. Ela é partidária da arte decorativa e muito relutante às abstrações como artefatos de arte. Ela não gosta nada do trabalho e o preferiria com pouco destaque. Ele ficou muito tempo exposto em destaque na minha sala e nesta ocasião onde foi mencionado o comentário, o Alexandre comentou que o coração da minha mãe é sincero.

Ainda fico e defendo a sensibilidade, que é a parte primeira e essencial à inspiração. A sensibilidade é a capacidade de sentir, como um sensor, que quando ligado fica receptivo a determinado estímulo. Seria mesmo assim, então, a arte realmente percebida somente pelos iniciados? Acredito que não exclusivamente, mas algumas são mais fáceis que outras.

Detalhe do trabalho