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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quando o trabalhador está preparado, o serviço aparece




Subindo a Avenida Timóteo Penteado  existe esta gigante reservatório de água que é a famosa Caixa d água do Picanço. Esta avenida liga a Vila Galvão que faz limite com a cidade de São Paulo e o Centro de Guarulhos. Subindo esta avenida chegaremos a praça Getúlio Vargas.

A direita, no desenho descendo após a caixa d água começa a Rua Cachoeira que vai até o Jardim Moreira. Neste bairro funciona a unidade de longa permanência das Casas André Luiz, que é uma fundação beneficente e de orientação Espírita e tem um importante trabalho com crianças que possuem deficiência física e mental de todos os níveis e é mantida por doações e trabalhos voluntários. Sempre que posso, mas menos do que gostaria, vou até a André Luiz e procuro de alguma forma auxiliar este trabalho. Desde muito jovem estive ligado a esta fundação. Uma das poucas lembranças da minha primeira infância foi quando a minha mãe levou uma caixa de brinquedos para doação e em alguns anos pude lá trabalhar. A André Luiz apensar de ser mantida por trabalho voluntário possui um quadro de funcionários contratados.

Quem sabe em um futuro próximo eu possa colaborar mais ativamente como voluntário nesta bela instituição. Lembro de uma frase de Emmanuel que diz “quando o trabalhador está preparado, o serviço aparece”.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aquarela de um Dálmata

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Quando eu era pequeno o meu pai trouxe para casa uma cachorra Dálmata. Ela se chamava Laica e quando veio não era mais filhote, devia ter aproximadamente um ano de idade. Ela era muito tranqüila e dócil. Não teve filhotes, apesar de termos tentado cruza-la com outro cachorro da mesma raça. Gostava muito daquela cachorra.  Acho interessante quando algumas lembranças do passado retornam em fatos completamente novos. Hoje tenho outro cachorro Dálmata chamado Tom, mas este é bem diferente da Laica. O Tom é um espoleta!

No sábado passado procurei executar um trabalho que há algumas semanas planejava, era uma pintura em aquarela do Tom. O resultado é este que aqui apresento. Também aproveitei a ocasião para documentar os principais passos para auxiliar aqueles que gostariam de aprender a pintar em aquarelas.

Passo-a-passo

Como o meu cachorro é muito agitado não consegui fazer um trabalho de observação, pois ele gosta de correr, pular e brincar.  Então a minha melhor alternativa foi apelar para uma fotografia de referência. Pintar por uma imagem é algo que sempre evito, pois perde-se o contato com a realidade. A fotografia sempre será uma reprodução, não a realidade. Ao menos o cachorro estava na porta do estúdio, para eu observar.

Abri a fotografia no computador - vamos preservar a natureza evitando impressões desnecessárias –, comecei a delinear a lápis o espaço no papel que seria utilizado, também acertando a composição, as formas, as sombras e as luzes.  Sempre devemos fazer um estudo prévio, mesmo que um simples esboço a lápis. Isso ajuda no enquadramento e geralmente utilizo um grafite HB.

Depois deste planejamento, marquei onde estariam as luzes que eram as partes do papel que não deveria pintar.  Estas áreas são as mais importantes pois o aquarelista não utiliza tinta branca, simplesmente deixa parte do papel sem pintar. Esta é uma das principais características da aquarela.

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Primeiro pintei uma camada de sombra bem transparente e gradativamente apliquei outras mais intensas. Para a primeira cor de sombra do pelo utilizei uma mistura de preto com azul cobalto e um pouco de amarelo ocre para esquentar a sombra. Cuidado ao utilizar a mistura de azul com amarelo ocre pois o resultado é verde!

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Nas sombras mais escuras eu acrescentei um pouco mais de preto e azulcom pouca água. Para as pintas utilizei o preto, azul cobalto e carmim. O resultado é um tom escuro e bem quente. Aproveitei o mesmo e fiz outros detalhes, como os olhos e o nariz do cachorro.

No fundo utilizei uma cor mais escura, para ressaltar a luz. O alto contraste é um artifício interessante, deixando as luzes muito intensas.

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Pintar este trabalho foi bem rápido, não gastei mais que trinta minutos, contudo a preparação para ele ocorreu em um pouco mais de três semanas. Após a fotografia fiquei pensando como iria resolver e então quando parei para pintar tudo foi muito rápido, só precisando fazer um esboço de referência.
A aquarela é uma técnica que há muito aprecio e já há alguns anos venho treinando. Este foi o meu estudo de número #360, ainda restam mais quarenta até eu chegar na meta das quatrocentas aquarelas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Uma manhã cinza e tranquila no Bosque Maia

Placa de sinalização no Bosque maia

Trabalhos com tintas e linhas soltas é algo que tenho feito com certa intensidade. Não que seja o meu estilo preferido, ou a estética que busco. Mas é algo que me deixa solto, libera a minha mente e o meu traço. Gosto de trabalhar a céu aberto. Neste trabalho estava sentado em uma praça em frente ao Bosque Maia, em Guarulhos.

 

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Algumas fotos do Local - Bosque Maia - Guarulhos

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Catador de Recicláveis

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A cidade de São Paulo possui aspectos belos em suas linhas arquitetônicas, dos prédios do estilo do começo do século vinte e também dá harmonia das linhas retas e limpas do estilo moderno. Nos bairros de Moema e alguns outros bairros nobres da zona norte, a arquitetura é acompanhada por ruas arborizadas e perfeitamente limpas. Mas o belo é acompanhado por um lado triste, porem digno nesta grande cidade que é São Paulo.

Em certas ocasiões, andando pela cidade percebo trabalhadores puxando uma grande e pesada carroça com rodas de automóveis e feitas com ferros. São os catadores de recicláveis que outrora eram simplesmente chamados de "Catadores de Papelão". Eles percorrem as ruas e recolhem qualquer material jogado que possa ser reciclável. Depois levam este material a um depósito e recebem algum dinheiro.

O quilo de cada material tem um preço. O papelão é barato e para juntar um quilo é preciso muitas caixas. O alumínio é valioso e se conseguir vender muitas latinhas de refrigerante dá um bom dinheiro. Eles também recolhem plásticos, vidros e outras quinquilharias que para ninguém mais serve. Isso garante algum dinheiro. Alguns trabalham em ruas movimentadas, outros moram na periferia, como nos bairros parque dos Pinheiros, jardim Fontális e tantos outros.

O catador é geralmente uma pessoa solitária. Alguns não possuem um lar para se abrigar nas noites de chuva e de frio, e isso os obriga a procurar albergues para passar a noite, ainda assim, quando encontram vaga. Estão sempre em companhia de um cachorro vira-lata, que anda lado a lado com a carroça e somente pede um pouco de água e de comida. É o fiel companheiro do catador de recicláveis.

Qual é o futuro destes trabalhadores? Acredito que nem eles o sabem. Mas o trabalho do catador de recicláveis é digno, porém, pouco remunerado. Eles retiram das ruas o lixo que pode ser reciclados, garantem matéria prima barata para as indústrias e poupam os recursos naturais do planeta. Assim também, vão de papelão por papelão, ou de latinha por latinha garantindo o seu limitado sustento e também do seu cachorro.

sábado, 24 de outubro de 2009

Onze dicas de objetos que você tem em casa para desenhar

Da série, Obtendo o hábito do desenho

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Muro lateral da casa da praia, visto da varanda e calçada oposta - 2009 MarceloJ(c)

A melhor maneira para se aprender a desenhar é desenhando. Desenhar não é mais complicado que andar de bicicleta. No começo parece muito difícil se equilibrar nas duas rodas, mas com um pouco de treino você adquire o equilibrando e depois se torna simples. Sabendo que sem treino não se adquire qualquer prática, então para quem quer fazer desenhos é basicamente pegar um lápis apontado e gastar muitas folhas de papel.

O desenho exige coordenação motora, mas isso a maioria dos adultos já adquiriram, contudo, esta coordenação não é afinada para fazer linhas fluídas e que estas sejam exatamente da maneira como nós gostaríamos que elas fossem. Já experimentou fazer uma linha e ela saiu mais ou menos como você gostaria? Elas deveriam ser precisas. Saber controlar as linhas e fazer com que elas sejam precisas é o primeiro passo do caminho.

Desenhar objetos tridimensionais é sempre um bom exercício e preferível às fotografias. Porém primeiramente escolha objetos simples. Muitos em aprendizagem procuram cenários bonitos, contudo, sempre escolhem aqueles de formas complexas. Aí surgem frustrações. Não tenha pressa que você chega lá. Treine com objetos do seu cotidiano, e isso é feito até por quem já sabe desenhar. Em casa temos um bom material para estudos e aqui relaciono onze dicas interessantes para você desenhar. São elas:

1. Desenhe a sua xícara de café da manhã.

2. Desenhe seu prato durante ou após uma refeição.

3. Desenhe a cesta de fruta ou a planta que você tem sobre a mesa da cozinha ou sala de jantar.

4. Desenhe um detalhe do canto da sua sala, como um abajur, lareira ou uma planta.

5. Desenhe algum objeto de decoração que você tem na mesinha de centro da sala.

6. Desenhe a vista que você tem no seu quarto quando sentado na sua cama.

7. Desenhe um detalhe da entrada da sua casa, como uma árvore, um jardim ou mesmo um vaso.

8. Desenhe seu carro estacionado na garagem.
9. Desenhe seu animal de estimação enquanto ele dorme.

10. Desenhe a fachada da sua casa, sentado do lado oposto da rua.

11. Desenhe a vista que você tem da janela da sala ou do quarto.

@marceloj
Estúdio Bresciani

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sete pontos importantes para a escolha do material artístico

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É certo que o uso de determinado material artístico não deve influenciar o valor de uma obra, pois as idéias devem sempre vir em primeiro plano em relação a técnica. Contudo, devemos considerar que um material de má qualidade pode influenciar negativamente o entendimento do trabalho.

Quando comecei os meus estudos nas artes, utilizava materiais que não eram apropriados, como o papel sulfite, algumas tintas guache e lápis escolares. Experimentei a técnica da aquarela, mas o resultado não foi agradável. Mais tarde descobri que o papel que não era tão adequado e que deveria experimentar alguns outros.

Naquela visão simplista, qualquer papel seria bom para aprender, em especial aqueles que não eram tão caros. Foi um erro de vários outros que cometi, e somente a partir desta percepção é que comecei a me desenvolver naquela técnica.

Aqui apresento um trabalho feito pela minha filha, de somente seis anos. É evidente que ela ainda não tem o domínio das técnicas do desenho, o trabalho dela é ainda infantil, mas achei notório o resultado, quando aqui ela utilizou um papel para aquarela e pigmento de melhor qualidade. Para aqueles que estão iniciando os estudos, relacionei alguns tópicos de atenção que devem ser considerados antes de comprar qualquer material, são eles:

  • Escolher matérias de qualidade e que custem compativelmente com o propósito do seu trabalho.
  • Escolha sempre uma marca de boa reputação no mercado. Converse com alguns artistas e veja o que eles estão usando e o que eles não recomendam.
  • Vale a pena pesquisar pelas marcas nacionais. Alguns artistas preferem utilizar estes materiais para estudos.
  • Não subestime o trabalho de empresas que estão há mais de cem anos desenvolvendo materiais artísticos. Muitas vezes o preço é justificado pela pesquisa necessária para atingir o alto padrão.
  • Evite comprar aqueles materiais que apenas tem o nome forte no mercado e que a qualidade é duvidosa. Algumas lojas de grife vendem artigos que não são destinado para artistas.
  • Algumas vezes trabalhos efêmeros podem ser feitos com matéria não tão durável. Uma obra de arte pode perfeitamente ser efêmera, mas o artista deve sempre saber quando isso irá acontecer.
  • Papéis Accid Free (de ph neutro) são indispensáveis para qualquer tipo de trabalho ou estudo.

É também importante lembrar que o artista de ante-mão dificilmente saberá que o trabalho em execução será a sua obra prima. Assim, tenha precaução e utilize sempre material de qualidade para não deixar espaço para arrependimentos futuros. A escolha do material adequado é uma qualidade que o artista deve e que poderá valorizar o seu trabalho.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O garoto - The Kid

Um trabalho que fiz em Jaraguá do Sul, quando visitava um primo. Anteriormente havia feito um estudo deste tema, crianças pobres, no meu Moleskine, incluindo um texto.
Aquarela em papel Canson A4.

The kid
This piece I make at Jaraguá do Sul, when I went to my cousin’s house. In another occasion, I got one study about this subject, poor children, at my Moleskine, including a text.
Watercolor on Canson paper A4

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Nu em azul e corpo de mulher

Um papel nem tanto adequado, algumas tintas não adequadas. Tenho algumas velhas aquarelas da Pentel, duras em seus tubos, que as guardo em uma caixa. Tentei criar este busto nu com efeitos azulados, com a técnica do papel seco. O resultado me agradou. Em outra folha umedecida, fiz um estudo da mesma figura, o resultado foi mais expansivo, nem tanto figurativo, mas beirando uma abstração.
Aqui um outro estudo de um retrato feminino. Acho que as pinceladas foram bem executadas, mas o resultado não muito bom, pois percebo que o retrato deveria ser um pouco mais feminino. Achei um pouco complicado conferir feminilidade a uma mulher de cabelo curto em um desenho, mas quando se consegue o resultado é ousado e fenomenal.
Body in blue
It’s a non appropriated paper and ink none appropriated too. I have some olds watercolor of Pentel brand, dried in their tubes and I keep them in a box. I tried to make this nude with blue effects, using the dry paper’s techniques. The result is amazing for me. In another wet paper, I make a study  of the same picture, the result was more soft, not so figurative, but almost an abstraction.
Here is another study of a female portrait. I think the strokes were well executed but the result is not so good. For me, the picture should be a bit more feminine. I think is so difficult to give a feminine for a woman portrait with short hair in one drawing, but when it gets the result is lovely!

domingo, 6 de setembro de 2009

Nu feminino com aquarela

Ontem já era bem tarde da noite e estava assistindo televisão quando bateu aquela vontade de produzir algo. Precisaria acordar cedo hoje, mas mesmo assim desci até o meu estúdio e preparei algum material. O plano foi simples, primeiro começaria com uma arte sacra, sem muito compromisso com alta qualidade, pinceladas soltas e traços não precisos, talvez me aproximando da arte contemporânea. Depois faria um nu feminino, talvez uma aquarela, explorando altas luzes, como um trabalho que havia visto pela manhã de um correspondente do UrbanSketchers.
A obra sacra foi um desastre, não consegui achar em poucos traços um equilíbrio, exagerei demasiadamente no esboço com lápis azul e quando tentei cobrir com nanquim o resultado foi um terror. O anjo decaído ficou pesado e com pouco contrate. Agora, já a aquarela que fiz quando desisti do anjo me motivou. Acho que enfim estou começando a fazer alguma coisa que poderia chamar de aquarela.
Usar tintas destinadas ao trabalho de aquarelas, não classifica uma obra como uma real aquarela. Pude ver diversos trabalhos com espessas camadas de tinta que seriam simplesmente denominadas pinturas. Elas poderiam ser feitas com qualquer outro material, como o guache ou o acrílico.  Uma aquarela precisa necessariamente utilizar o branco do papel para as altas luzes, ser fluida e com camadas sobrepostas. Banco é só o fundo do papel. Acho que enfim consegui produzir a minha primeira aquarela. Achei graciosa a figura desta menina com o busto nu, tentei dar um olhar misterioso, nem tão triste, nem tão alegre e meio tímido.
Algo que também aprendi observando outras aquarelas, se for criado um fundo neutro escuro do lado dos brilhos, destacará ainda mais as luzes e tons. Foi o que busquei neste trabalho.
A aquarela é uma técnica que há algum tempo estudo, percebo que cada dia me aproximo um pouco mais do resultado pretendido, mesmo assim, ainda muito o que  aprender. Com o progresso, vou tentar outros papéis e pigmentos. Talvez ainda hoje eu faça alguma outra, e reconheço que é sempre tarde da noite que o artista se motiva a produzir.

sábado, 29 de agosto de 2009

Adamastor - Sketch

adamastor


I think is funny the reaction of people when they see us drawing in the street. Drawing is an activity usually do by kids, but an adult drawing at street could be more rarer as ET of Varginha. I was siting in front the Adamastor build, in this place there is an car parking.
Some people went looking me, other do not bother to look, because I think they believes in drawing is wasting time on futile things. I do not believes it. But I can remember the beautiful smile to me of a girl when she passed. She is not pretty, but I think she is graceful. Perhaps, she likes art.
More knowledge as Adamastor (Centro Municipal de Educação), that is a place of education and culture of the municipality of Guarulhos city
Watercolor on Canson A4 paper